Você sabia? Em crianças com cardiopatias congênitas, a fala pode demorar mais para ganhar fluidez, mesmo quando compreendem bem o que é dito. Isso ocorre porque a fala requer não apenas compreensão, mas também coordenação motora, maturação neurológica e condições fisiológicas que podem ser afetadas por processos associados às cardiopatias e aos procedimentos interventivos médicos que essas crianças vivenciam.
Falar é uma habilidade complexa que depende da cooperação entre cérebro, músculos orais e ambiente de aprendizagem. Em crianças com cardiopatia, períodos prolongados de internação, cansaço ou adaptações do desenvolvimento podem influenciar o ritmo da aquisição da linguagem expressiva, ainda que a compreensão esteja preservada.
Por isso, não é recomendável esperar que “a fala venha sozinha”. A observação cuidadosa dos marcos da linguagem e a intervenção precoce, por meio de avaliação fonoaudiológica e acompanhamento integrado com pediatria e cardiologia podem fazer diferença no desempenho comunicativo, no desenvolvimento escolar e na autoestima da criança.

