Comunicação Interatrial (CIA):

Entenda o que é, sintomas, diagnóstico e
tratamento eficaz com um cardiologista especialista.

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Tratamentos Disponíveis:

Como é Feito o Diagnóstico

Como é Feito o Diagnóstico

Como é Feito o Diagnóstico

Sintomas e Sinais de Alerta:

  • Falta de ar aos esforços
  • Cansaço ou fadiga persistente
  • Palpitações cardíacas ou sensação de batimento irregular
  • Inchaço das pernas ou abdômen (edema)
  • Infecções pulmonares frequentes

Possível AVC por embolia paradoxal (em alguns casos) Muitos pacientes não sentem sintomas no início — o que é muito buscado por quem descobre a condição incidentalmente. A doença é silenciosa, praticamente um quarto dos casos só é diagnosticado entre a terceira e quarta décadas de vida.

Como é Feito o Diagnóstico

  • Ausculta cardíaca e sopro 
  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma (o principal exame para CIA)
  • Raio-X de tórax

Ausculta Cardíaca

Eletrocardiograma

Raio-X de tórax

O que é Comunicação Interatrial (CIA)?

A Comunicação Interatrial (CIA) é uma cardiopatia congênita caracterizada por uma abertura entre os átrios do coração, permitindo a passagem inadequada de sangue entre os lados esquerdo e direito. Essa alteração aumenta o fluxo sanguíneo para os pulmões e pode sobrecarregar o lado direito do coração.

Na maioria dos casos, a doença é bem tolerada na infância, mas pode causar sintomas como cansaço, palpitações, dificuldade para ganhar peso e infecções respiratórias frequentes. O diagnóstico é realizado por meio do ecocardiograma.

O tratamento é indicado quando há repercussão significativa no coração ou sintomas, podendo ser feito por cirurgia ou por cateterismo cardíaco, dependendo das características de cada caso. Atualmente, também existem técnicas minimamente invasivas, com menor cicatriz e excelente recuperação.

[ QUEM SOU EU ]

Sonia Meiken Franchi

Graduada em medicina pela PUC- SP em 1989, com residência em pediatria no Instituto da Criança ( ICr) do Hospital das Clinicas da FMUSP e especialização em cardiologia infantil e cardiopatias congênitas no adulto pelo Instituto do Coração (Incor) em 1994.

Foi, então, contratada pelo Incor como assistente médica para cuidados de pre e pós operatório cardíaco, no periodo de 1995 a 2000 e , posteriormente, atuou no ambulatório de cardiopatia congênita, abrangendo todas as faixas etárias.

Desde 1995 até os dias atuais, trabalha no Hospital BP, junto à equipe do Dr. José Pedro da Silva, sendo responsável clínica pelo acompanhamento pré e pós operatório dos pacientes com cardiopatia congênita da equipe.

O que nossos pacientes dizem:

Dúvidas Frequentes...

A comunicação interatrial (CIA) é uma cardiopatia congênita (presente desde o nascimento) em que existe uma abertura anormal na parede (septo) que separa os dois átrios do coração.

Em um coração normal, essa parede impede que o sangue dos dois lados se misture. Na CIA, parte do sangue oxigenado do átrio esquerdo passa para o átrio direito, fazendo com que mais sangue siga para os pulmões do que o necessário.

Muitas pessoas não apresentam sintomas durante a infância e descobrem a condição apenas na vida adulta.

Quando aparecem, os sintomas podem incluir:

  • Cansaço fácil.
  • Falta de ar ao fazer esforço.
  • Palpitações.
  • Infecções respiratórias frequentes na infância.
  • Diminuição da capacidade física.

Os riscos dependem principalmente do tamanho da abertura.

CIAs pequenas

  • Muitas vezes não causam problemas.
  • Algumas fecham espontaneamente durante a infância.
  • Podem apenas ser acompanhadas pelo cardiologista.

CIAs moderadas ou grandes
Se não forem tratadas, podem levar a:

  • Dilatação das câmaras direitas do coração.
  • Insuficiência cardíaca.
  • Arritmias, especialmente Fibrilação atrial.
  • Hipertensão pulmonar.
  • Maior risco de um coágulo atravessar o defeito e provocar um Acidente vascular cerebral (embolia paradoxal), embora isso seja relativamente incomum.

Nos casos mais avançados e raros, pode ocorrer uma condição chamada Síndrome de Eisenmenger, em que a hipertensão pulmonar se torna grave e a correção da comunicação pode deixar de ser possível.

O principal exame é o:

  • Ecocardiograma.

Dependendo da situação, o médico também pode solicitar:

  • Eletrocardiograma.
  • Radiografia de tórax.
  • Ecocardiograma transesofágico.
  • Ressonância cardíaca.
  • Cateterismo cardíaco (em casos específicos).

O tratamento depende do tamanho da comunicação e dos efeitos no coração.

As opções incluem:

  • Apenas acompanhamento, quando a abertura é pequena e sem repercussão.
  • Fechamento por cateter (sem cirurgia), utilizando um dispositivo semelhante a um “guarda-chuva”, em muitos casos.
  • Cirurgia cardíaca, quando o defeito é grande ou não pode ser fechado por cateter.

Após o fechamento, o prognóstico costuma ser excelente, especialmente quando realizado antes de ocorrer dano permanente ao coração ou aos pulmões.

Não. Muitas pessoas convivem com uma comunicação interatrial pequena durante toda a vida sem apresentar sintomas ou complicações. Já as comunicações maiores geralmente precisam ser corrigidas para evitar problemas futuros.

Se essa pergunta estiver relacionada a um exame específico (por exemplo, um ecocardiograma ou um laudo fetal), posso explicar exatamente o que significa o resultado e qual costuma ser a conduta naquele caso.

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