A queda de cabelo na infância nem sempre indica um problema grave, mas merece atenção quando surge de forma intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas. Em muitos casos, a perda de fios está relacionada a fases naturais do crescimento, estresse físico após doenças ou até hábitos que causam tração nos fios, como exemplo, amarrar o cabelo muito forte ou fazer muitas tranças. Alterações hormonais, condições autoimunes e episódios de internação ou cirurgias também podem desencadear uma queda temporária chamada eflúvio telógeno, comum após situações de maior desgaste do organismo.

Em crianças com cardiopatias, a atenção deve ser ainda maior. Isso porque algumas apresentam maior risco de deficiências nutricionais, especialmente ferro, zinco e proteínas, devido ao aumento do gasto energético, dificuldade alimentar ou uso prolongado de medicamentos. A anemia por deficiência de ferro, por exemplo, pode provocar cansaço, palidez e também queda de cabelo, já que o nutriente é essencial para o crescimento saudável dos fios e para o transporte de oxigênio no organismo.

O mais importante é observar sinais de alerta: falhas no couro cabeludo, coceira, afinamento progressivo dos fios ou queda excessiva por várias semanas. Nesses casos, a avaliação pediátrica é fundamental para investigar causas nutricionais, dermatológicas ou sistêmicas e indicar o tratamento adequado. Na maioria das situações, ao corrigir a causa de base, o crescimento capilar volta ao normal.

Fique atenta aos sinais e busque avaliação médica. A identificação precoce das causas permite um cuidado mais seguro e direcionado, contribuindo para a saúde do pequeno.

Ficou com alguma dúvida ou quer entender melhor sobre este ou outros temas relacionados à saúde infantil? Estou por aqui para te ajudar e orientar no que for preciso.

Dra. Sonia | Pediatria e Cardiologia Infantil 💙

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